Pequenas atitudes mas que geram grandes resultados!
Programa Calçada Acessível é realizado em Caxias, no Rio de Janeiro
Data: 29/09/2014
Departamento: IAB RJ
O arquiteto Luiz Gustavo estará, nos dias 29 e 30 de setembro, na Prefeitura Municipal de Duque de Caxias, a partir das 9h, para a realização do workshop de capacitação técnica e elaboração do Manual Técnico de Calçadas do município. Participarão das atividades os secretários municipais e parte da equipe da Secretaria Municipal de Urbanismo da prefeitura de Duque de Caxias.
Informações: Regional RJ - Luiz Gustavo (21) 2531.1990 | 99784.8293
Fonte:http://www.iab.org.br/noticias/programa-calcada-acessivel-e-realizado-em-caxias-no-rio

CAU/RJ e Ministério Público discutem acessibilidade no espaço urbano em seminário gratuito.
A acessibilidade em ambientes urbanos e o conceito de Desenho Universal serão discutidos por profissionais de diversas áreas em evento no dia 15 de agosto, na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). No seminário “Rio Cidade Acessível a Todos”, arquitetos e urbanistas, promotores e representantes do poder público e entidades da sociedade civil analisam o tema, com foco na preparação para as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.
“Pensar o desenho urbano das Cidades sob a premissa da acessibilidade universal é fundamental para democratizarmos os espaços públicos e privados”, avalia Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ).
O seminário é promovido pelo CAU/RJ em parceria com o MPRJ, através do Centro de Apoio Operacional (CAO) das Promotorias de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência, e também pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdef-Rio) e o Núcleo Pró Acesso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.
Arquitetos e urbanistas, profissionais com formação jurídica e representantes do poder público vão discutir a aplicação da acessibilidade e do Desenho Universal e sua relação com as normas técnicas, as políticas públicas e projetos de arquitetura e urbanismo.
“Esta aproximação é importante num tema em que é fundamental o conhecimento nas duas áreas técnicas, que se complementam. Em dois anos sediaremos um grande evento esportivo envolvendo as pessoas com deficiência, destaca o promotor Rafael Luiz Lemos de Sousa, subcoordenador do CAO do Idoso e da Pessoa com Deficiência.
Na ocasião, também haverá o lançamento de dois livros. O jornalista Andrei Bastos, queparticipará da abertura, é o autor de “Assimétricos – Textos militantes de uma pessoa com deficiência”. A arquiteta e urbanista Regina Cohen, também palestrante do seminário, lançará o livro “Metodologia para Diagnóstico de Acessibilidade em Centros Urbanos: Análise da Área Central da Cidade do Rio de Janeiro”.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail ceaf.eventos@mprj.mp.br



UNIGRANRIO promove Aula Inaugural que revela falhas noa Engenharia de Trânsito no país.
Aula Inaugural revela falhas na engenharia de Trânsito no País.
A aula inaugural do curso de Arquitetura e Urbanismo também caiu sob medida para alunos de Engenharia Civil, Logística e Direito da Unigranrio. O engenheiro Roberto Massaru Watanabe foi o palestrante convidado para falar sobre conscientização da cidadania no trânsito e segurança nas vias públicas. Watanabe, formado pela USP, tem especialização em Infraestrutura urbana, hidrologia e hidráulica fluvial. Para ele, falta no Brasil a implementação de segurança viária como rotina, precedendo obras que tenham interferência com trânsito. A parceria desse encontro teve o apoio do Rotary Club de Duque de Caxias, além da presença de diretores, pró-reitores, professores e acadêmicos da Unigranrio.
Reitor da Unigranrio, Arody Herdy, abriu o evento repetindo a frase dita por Eduardo Campos, em sua última entrevista, no Jornal Nacional/TV Globo: “Hoje, o país está mais triste com a morte de Eduardo Campos. Eu prefiro citar a sua frase durante entrevista na TV Globo, que é forte e que nos faz refletir sobre o nosso futuro: ‘Não vamos desistir do Brasil’. É através de educação que conseguiremos transformar uma nação. Agradeço a presença e a brilhante palestra do engenheiro Roberto Massaru Watanabe. Tudo aquilo que possa trazer desenvolvimento à cidade de Duque de Caxias é bem-vindo, porque traduz e qualidade de vida a nossos cidadãos. Muito obrigado a todos do Rotary, por trazer um tema tão relevante para nossa cidade”.
Roberto Watanabe e seu currículo nota 10 – Destacamos sua atuação nos projetos Anel Rodoviário de São Paulo e duplicação da Rodovia Régis Bittencourt, Sistema Cantareira de Abastecimento para a Grande São Paulo, Emissário Submarino de Santos, hidrelétricas de Itaipú, Tucuruí, Jupiá e Ilha Solteira, Rodovia dos Imigrantes (SP), além de inovações conquistadas por ele no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do estado de São Paulo (IPT). Roberto Watanabe também contribuiu com diversas pesquisas sobre segurança nas edificações. Ele é professor de pós-graduação na Unicamp, há mais de 18 anos.
Aula-show - Em um dos slides apresentados em sua palestra, Watanabe usa de seu ótimo bom humor para mesclar críticas a sugestões práticas, que desmistificam a máxima de que a culpa por acidentes é, na maioria das vezes, por culpa de motoristas. “Dizem que 75% dos acidentes de trânsito ocorrem por falha humana, mas as estatísticas não levam em consideração as condições inseguras da via. São muitas as possibilidades de intervenção nos acessos, seja através de correções geométricas de pavimento, de sinalização, de visibilidade, entre outros motivos. Esta questão de falta segurança em vias públicas não é recente, é recorrente”, adverte.
Motorista teve culpa, mas a prefeitura também contribuiu para este grave acidente- Outro bom exemplo de que acidentes graves podem ser evitados, foi a projeção de uma foto que ilustra o acidente com um ônibus da Viação Itaguaí, em agosto de 2013. Watanabe informa que ele despencou de um viaduto conhecido como Tobogã, em Itaguaí, 70km ao sul do Rio de Janeiro, causando a morte de seis pessoas, incluindo o motorista do ônibus. “Toda esta tragédia poderia ser evitada, caso houvesse barreiras de concreto, ao invés de simples corrimão de metal. Até uma carroça poderia romper a proteção e cair no mesmo local. As escolas de ensino fundamental poderiam ter ensinamentos básicos sobre mensagens de trânsito, para que mais cidadãos cumprissem a lei no trânsito. Num determinado momento nós somos motoristas, mas em outros somos passageiros ou pedestres”.
Ponte Rio-Niterói ainda está inadequada ao trânsito, desde 1974 - Um dos passatempos principais de Watanabe é circular pelas cidades, mas de olho nas aberrações das grandes cidades. Ao mostrar uma foto legendada com os principais problemas causados pela falta de estudos sobre engenharia de trânsito, na Ponte Rio-Niterói, o engenheiro detalha falhas que ainda persistem, desde 1974: “Vejam aqui neste slide que não há acostamento na lateral direita das duas pistas, não há área de fuga, os postes de iluminação são instalados de forma perigosa, em caso de acidente, e não há defensa na lateral externa da pista. Quantos acidentes vocês já ouviram falar, em que a culpa recai, apenas, aos motoristas”, critica Watanabe.
Ponto de ônibus com teto de vidro transparente: cadê a sombra? - Num de seus slides seguintes, Watanabe mostra a manchete do jornal Folha de São Paulo, com a seguinte manchete: ‘Cadê a sombra?’. Na Zona Oeste da capital paulistana, na av.Sumaré, passageiros esperam ônibus atrás do ponto, porque a cobertura foi feita de vidro, o que apenas os defende de chuva. “Os usuários protestaram junto à prefeitura, já que reclamam de calor nas novas paradas de ônibus. Outra observação foi a falta de indicação dos devidos itinerários, nestes abrigos, comenta o representante do Rotary.
A educação de trânsito é muito precária - Os acadêmicos viram a lista de prováveis causas de acidentes no dia a dia de uma cidade - “No trânsito, ao volante, tudo pode contribuir para acidentes simples ou desastres dos mais graves. Conversas ao celular, cigarro, álcool, poça d’água, peneu careca, neblina, chuva, grão de areia, curvas sem sinalização e óleo na pista podem gerar capotamento, ou mesmo invasão de pista contrária. A educação de trânsito é muito precária. A formação dos motoristas por parte das auto-escolas é deficiente, limitando-se a ensinar, apenas, os artifícios necessários para o candidato ser aprovado no exame de habilitação. Ele não aprende como dominar o veículo”, conclui.





Autoridades presentes - Pedro Loureiro Durão, governador do Rotary Internacional; José Loureiro Pires, vice-governador do Rotary; Adílio Valadão, coordenador do grupo Rotarianos no Trânsito; Ivone Saqueto, governadora do Rotary; Orlando Marques, presidente do Rotary de Duque de Caxias; Élio Dacás, membro do Rotary; Dina Guerra, ex-presidente do Rotary Duque de Caxias; Antônio da Cunha, coordenador de comunicação do Rotary Club Duque de Caxias; Anselmo Suhett de Almeida, diretor do Departamento Administrativo da prefeitura de Duque de Caxias; Sônia Mendes, pró-reitora Comunitária e de Extensão da Unigranrio; Herbert Gomes, diretor da Escola de Ciência e Tecnologia da Unigranrio.

Moderadores e seus comentários


O advogado Antônio Renato Cardoso da Cunha é o presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infração de Duque de Caxias. Ele, que estudou na Unigranrio, participou da palestra abordando, principalmente sobre o abuso de motoristas pelas ruas de Duque de Caxias e na lei do mais ‘esperto’. “Muitos tentam tirar vantagem de parar o carro em cima da calçada, na faixa de pedestre, ou avançando sobre o sinal vermelho, tudo com alguma justificativa na hora de recorrer das multas. Ainda há aqueles que dizem não haver placas nos locais, mas desconhecem o Código de Trânsito Brasileiro. O trânsito é um reflexo do nível da sociedade”, informa Antônio Cunha.
O professor de Arquitetura da Unigranrio Márcio Wixak Vieira da Motta é arquiteto e urbanista da Gerência de Planejamento Urbano da Secretaria de Planejamento, Habitação e Urbanismo da Prefeitura de Duque de Caxias Márcio Motta tem larga experiência em transporte sustentável, mobilidade, planejamento urbano e sustentabilidade. “Eu quero parabenizar a Unigranrio, porque ela tem um convênio com a prefeitura de Duque de Caxias, objetivando a revisão do Plano Diretor, com participação de nossos alunos de Arquitetura, que colaborarão como estagiários na resolução de problemas dessa cidade.


O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável
Que busca diminuir o uso do automóvel em Madri
Aumentar em 25% as áreas de pedestre, construir mais vias para os ônibus de transporte público e dar-lhes preferência nos cruzamentos, limitar o tempo dos estacionamentos para os automóveis e aumentar a quantidade de bicicletas publicas elétricas, são algumas das medidas que propõe o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) para Madri, a serem implementadas a partir desse ano até 2020.
Com elas, a prefeitura pretende fazer da capital espanhola uma cidade destinada à cidadania e não aos veículos, convertendo-a num lugar mais amigável para os pedestres, diminuindo os acidentes de transito, a contaminação ambiental e restringindo o uso do automóvel, sobretudo no centro.
Segundo o plano, elaborado pela Prefeitura de Madri, empresas, políticos de diversos setores e organizações civis, a cidade possui três mil quilômetros de ruas. Nelas, a cada dia útil, são realizados 2,5 milhões de percursos em veículos privados, em contraste com os três milhões que se deslocam em transporte publico, sendo 40% desses em ônibus, que não contam com infraestruturas adequadas, particularmente na periferia da cidade.
Por esse motivo, o documento indica a construção de 90 quilômetros de vias para ônibus nesse setor da cidade, já que o meio mais utilizado até agora para chegar à periferia é o automóvel, e isso deve ser mudado. De fato, o diagnostico afirma que, diariamente, sete de cada dez viagens que são feitas de automóvel em Madri, têm como origem ou destino esse setor.
Uma segunda medida que favorecerá as viagens em ônibus, é que eles terão a preferência nos cruzamentos das ruas com tráfico menos intenso. No caso do metrô, o planejamento contempla estender a linha 9 até Costa Brava; e para o trem, um traçado circular similar a autopista M-45. No entanto, essa ultima iniciativa não está confirmada pois depende do Ministério do Desenvolvimento.

Em relação aos deslocamentos a pé, o plano afirma que, entre 2004 e 2012, estes aumentaram de 29% a 31%. Mesmo o número sendo positivo, ele acabou sendo afetado pela falta de recursos econômicos para a construção de mais calçadas. Assim, o PMUS propõe ampliar as calçadas mediante a eliminação de ruas, criando um percurso para o pedestre entre Retiro e a Casa de Campo através do bairro de Lavapiés e tornar as ruas do centro exclusivas para pedestres.
Entre as medidas destinadas a fomentar o uso da bicicleta, está aumentar o número de bicicletas elétricas disponíveis para aluguel, passando de 1.580 a 3.300. Além disso, se estenderá a rede de ciclovias e as ruas das Zonas 30, que são os lugares onde devem conviver os automóveis e as bicicletas. Essas decisões foram tomadas a fim de incentivar o uso desse meio de transporte limpo que ainda não representa nem 1% dos deslocamentos em relação aos realizados em automóveis.